[Text] Aquele sonho

Sei que não saiu como me pedira, mas veio do meu coração.❤

Aquele sonho

Já faz algum tempo conheci essa pessoa. Quero dizer, conheci pela internet. Ela é uma ótima pessoa, gentil, simpática, preocupa-se com os outros, uma fofa mesmo. E o mais importante, nos damos super bem. Conseguíamos achar algum assunto na nossa falta de assunto. Mais tarde descobri que possuíamos certa diferença de idades; algo ao qual eu já suspeitava desde o principio, porém não me apeteceu perguntar sua idade. Quando você se dá bem com uma pessoa, sua idade realmente não importa. Como toda pessoa que já tinha conhecido até então por conta do AKB48, a Takaatsu é de outro país. Nós nos falávamos todos os dias ate que algo que me chamou a atenção aconteceu.

Lembro-me de ter apagado as luzes do meu quarto. Posicionei-me de forma confortável e a coberta me mantinha aquecida. Diz-se que não se sabe ao certo como um sonho começa, no entanto sabe-se como termina. Não me lembro de como cheguei aquele lugar, apenas que estava lá e tinha a sensação de estar acompanhada. Era uma casa desconhecida que ainda assim me parecia familiar. Sentia em minhas mãos o calor do toque de outra enquanto caminhava pela residência. Conversávamos animadamente sobre algo. E quando finalmente olhei para seu rosto espanto-me ao ver ninguém menos que a própria Takaatsu. Meu consciente se espanta. Já meu subconsciente acha e sente certo o fato dela estar ali comigo, num contato de certa forma íntimo. Sim, íntimo. Quem hoje em dia anda de mãos dadas com alguém que não se conhece e confia? Principalmente com aquela atmosfera leve e pacífica. Já éramos amigas, mas alguma coisa me dizia que havia algo mais. Percebi logo que sonhava, mas desejei ardentemente que näo fosse um sonho.

Caminhamos por um corredor e chegamos a um quarto. Sei apenas que a cama era de solteiro e que ficava na direção da porta, onde ao lado havia o guarda roupas. Deitamo-nos na cama, de lado viradas uma para a outra, e continuamos a conversar animadamente. Num dado momento, o silencio reinou e um beijo aconteceu. Foi uma sensação tão real que comecei a duvidar se eu estava mesmo sonhando. Corei ao mesmo tempo que meu corpo se enchia de desejo. Levantei-me da cama antes que algo mais acontecesse, pois meu alarme interno me dizia para não faze-lo. No entanto, ela me seguiu, disse-me meia duzia de palavras que me fizeram incendiar.

Sem pensar duas vezes, beijei-a. Um beijo cheio de desejo. Fomos voltando lentamente para cama aos beijos. Quando percebi que ela encostara na cama, parei o beijo, olhei em seus olhos e sorri maliciosamente. Empurrei-a para a cama fazendo com que ela me olhasse de forma interrogativa. Em seguida, subi na cama posicionando seu corpo entre as minha pernas. Voltei a beijá-la com empolgação de forma sensual. Eu sabia que ela estava gostando, mas meu sonho era feito de sensações e não de sons. Eu sentia cada detalhe de seu corpo e seus gestos e a cada segundo meu coração acelerava mais.

Meu consciente estava começando a se desesperar com a cena que se desenvolvia. Nossos toque começaram a se tornar mais urgentes. Nossas carícias começaram a migrar para dentro da roupa. Ainda coro com a lembrança dos detalhes; ou com a reimaginação dos detalhes, já que não lembro muito bem dos detalhes. Eu poderia ter começado a fazer meu caminho pelo seu corpo em beijos enquanto tentava arrancar-lhe a roupa. A sensação de sua pele em minhas mãos era embriagante.

Tocar-te e proporcionar-te prazer era a única coisa que me passava pela cabeça enquanto meu próprio eu  assistia a cena ainda se questionando como as coisas chegaram aquele ponto. Eu me via lhe despindo, e vice versa, enquanto rolávamos desengonçadamente pela pequena cama ao mesmo tempo em que sentia as sensações de nossos gestos. Vi nossas roupas voarem pelo comodo e nos esquecermos que o mundo existia. O mundo era nós e nossos toques, nossos corpos produzindo calor, nossa respiração ofegante e nossos corações descompassados.

Uma vez que chegamos ao ápice, repetimos incontáveis vezes nossos atos luxuriosos. Quando paramos esgotadas, ficamos abraçadas com nossos corpos entrelaçados. Uma atmosfera que ainda fazia meu coração acelerar reinava e conversávamos silenciosamente com gestos carinhosos. Ainda estava estupefata com o que havia acontecido e assim abri os olhos. Vi que me encontrava em meu quarto e pensei ainda anestesiada que havia sonhado com a Takaatsu.

Como havia virado minha rotina, peguei meu celular para verificar se ela havia me mandado uma mensagem.  E para minha satisfação havia sim uma mensagem dela. Ficamos a trocar mensagens até que ela me disse que havia sonhado comigo. Isso me despertou a curiosidade, e eu ainda pensava se comentava sobre meu sonho ou não.  Meio envergonhada, ela contou sem detalhes o que havia sonhado; e para meu espanto havia sido algo parecido, quiça igual, ao meu. Acabei falando do meu também. Bem, amigos as vezes tem sonhos eróticos com outros, certo?

Isso me deixou a pensar. Por que eu tive esse tipo de sonho com ela? Eu não conseguia, ou não queria, achar a resposta para essa pergunta. E outro acontecimento fez-me pensar ainda mais. Numa viagem, ao olhar uma loja de lembranças, peguei-me pensando em comprar um presentinho para ela. Pensava se ela iria gostar de alguma das coisas que estava a ver. E como vinha acontecendo a um tempo, minha mente se encheu com pensamentos sobre ela. Decidi a cor do que decidi levar com uma ajuda de um amigo.

No dia seguinte, eu havia ficado sem créditos no telefone e não tinha como acessar a internet. Passei o dia inteiro pensando nela e querendo falar com ela. Já me encontrava impaciente. Quando finalmente consegui e vi que não havia mensagens, deu-me um aperto no peito. Quando finalmente nos falamos, fiquei tão feliz que esqueci de todo o resto. Mais alguns dias se passaram e veio a tona algo que me surpreendeu.

Ela possuía sentimentos românticos por mim. E eu? Eu não tinha certeza, mas sabia que todas as minhas reações químicas corporais não me deixavam afirmar que meu sentimento por ela era apenas fraternal. Havia a probabilidade de eu simplesmente não aceitar que eu sentia o mesmo. Mas se aquilo me deixava feliz, por que não? Continuar em negação só ia ser pior para ambas. Aceitei meu sentimento por ela e ganhei uma linda e fofa reação que me deixou ainda mais feliz por ter me apaixonado por ela.

Hoje sei que meu sentimento cresce a cada dia e que a amo de um tanto que a muito não me acontece. Eu a amo muito e espero que ela continue a me amar mesmo com todos os meu defeitos, além das qualidades.


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